16.7.14

Europa



Andam tão sérias as pedras
Tão calados os pés no chão
Fingem-se homens os homens
E repetem a voz e as mãos
É muito tarde para nascer
Outra vez um outro mundo
Não há lugar para tantas sombras
Nem dias para todas as horas
Se alguém sonhar que me leve
E separe este peso dos ossos
Pergunte à chuva como cai
E ao sopro como faz vento

2 comentários:

  1. E leve a consciência também, dos fantasmas que restam. Gostei.

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  2. [o lugar, a consciência desse lugar

    onde se promete a tanta luz; tão raro um corpo
    para a sombra]

    um abraço,

    bL

    ResponderEliminar

 
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