4.6.14

Poema Escrito Sem a Ajuda de Dor



O rasto de um corpo nos meus lençóis
Um instante que cheira a noite e a café
Algumas palavras soltas que nem importam
O ar que vem de ti, os dedos, os teus pés
Tudo tão simples, tão só isto, afinal
Uma música linda a tocar na gente
Uma queda sem gritos nem chão
Afinal o tempo és tu, e sorrir és tu também
Afinal algumas flores e um fumo lento
Não abras a janela, não digas o teu nome
Que pode o mundo romper por nós

3 comentários:

 
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