27.9.10

Mano a Mano

À minha frente como eu estive
perdido, mal achado, de frente
ao tão grande, ao oco de nós.
De eles, deles o oco, nosso o saber
de certas coisas que são só de perder.
Lembro-me nele, sinto-me nele,
os dias medidos por beijos mancados,
os gestos amputados que ainda dançam
pelas mãos e são ânsia certa como noites.
Bebemos juntos por copos desiguais
do mesmo, um irmão, um como eu
 se não fosse eu. Um outro copo e a
mesma dor a apertar o que já não é.
Somos todos tão parecidos neste lugar,
encontrados no nosso desacerto
de querer de querer de querer.
Que porra tão grande que é aqui. 

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