4.6.14

Poema Escrito Sem a Ajuda de Dor



O rasto de um corpo nos meus lençóis
Um instante que cheira a noite e a café
Algumas palavras soltas que nem importam
O ar que vem de ti, os dedos, os teus pés
Tudo tão simples, tão só isto, afinal
Uma música linda a tocar na gente
Uma queda sem gritos nem chão
Afinal o tempo és tu, e sorrir és tu também
Afinal algumas flores e um fumo lento
Não abras a janela, não digas o teu nome
Que pode o mundo romper por nós

31.5.14

Explicação do Tempo



De todas as formas de medir o Tempo
Só a música se explica aos homens
O coração é dança íntima do corpo
O assobio é uma morte que se aceita
E cantar é ser eterno pela boca

(à noite faltam todos os tambores)

16.5.14

Nenhuma Vida



A poesia é uma estafeta triste
Uma dor de mão em mão florida
Doença de morrer pelos olhos
E às putas todos os suspiros
Amar para dentro é só dentro
E nenhuma vida tem sílabas

 
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