Vamos aos segredos com uma cesta
21.4.11
Vamos aos Segredos
Vamos aos segredos com uma cesta
9.4.11
País
6.4.11
Acordar um Dia XLIV
30.3.11
Avesso
23.3.11
País Menino
13.3.11
Lonjura
7.3.11
matei-me muitas vezes
1.3.11
Acordar um Dia XLIII
21.2.11
Arte Poética I
12.2.11
Manhã
11.2.11
desses que vão em cantigas
8.2.11
Combinatória
5.2.11
12.12.10
Haja Disso
Acordo um dia e outro à espera do que deve acontecer porque me prometeram coisas boas. Espero tanto e tão bem que o faço enquanto durmo, sou cada vez mais o que hei-de ser.
O tempo é a arte mais fina, arte bonita que raros artesãos cultivam de olhos fechados. Uma filigrana escura e frágil por dedos esguios a pensar no amanhã e no ontem.
Tenho a vida guardada num dia secreto, tão linda, tão linda.
Uma senhora disse-me que estava farta de olhar. Não diga isso, não diga nada, são horas que passam, senhora, são horas. Haja saúde e amanhã, haja disso.
21.11.10
Malacia
14.11.10
Afrodite
7.11.10
Um Grande Escritor
28.10.10
Acordar um Dia XLII
Saio à rua sem o futuro e vejo outros como eu. Alguns escondem a pilinha por detrás de ideias muito esfarrapadas, outros riem, há quem voe como se nada importasse.
Vêm senhores de outros países olhar para a gente, dão-nos moedas e nós bebemo-las porque não temos bolsos nem temos nada. Os senhores dão-nos beijinhos na melancolia e depois partem porque se faz tarde. Nós ficamos, porque somos daqui, porque sublimámos o tempo à força de o não ter.
26.10.10
A Dar Com o Sol
27.9.10
Mano a Mano
12.9.10
Sabes da Areia?
Cruzinha
7.7.10
Uma Esquina
30.6.10
O Lopes
18.6.10
Obrigado
15.6.10
Retrato III
Ele que fala de coisas dele, de bola pois, do carro pois, do governo pois. As frases são escalas que começam graves e sobem aos agudos da indignação. Tanta indignação.
Ela diz que sim longe dali, a filha pois, a casa pois, o amante pois.
Nas esplanadas de domingo estendem-se as almas ao sol.
12.6.10
Conto de Dar aos Dedos
10.6.10
Acordar um dia XLI
Dar-me a cheirar às flores e ladrar aos cães porque apetece.
Subir a uma escada e abrir os braços para fazer sombra às árvores.
Soprar no vento e cantar aos pássaros.
Deixar que o chão me percorra os pés.
Uma vez por outra é bom que o mundo se divirta.
8.6.10
Lugares de Nada III
3.6.10
Os Relógios
2.6.10
Lugares de Nada II
- Foste outra vez ao "Reino da Picanha" do centro comercial?
- ...
- A textura e os pormenores não serão manchas de gordura?
- Noto também que nessas circunstâncias acabo por odiar toda a gente ou então amá-los a todos, como se fossem um primo por afinidade.
- Ninguém tem amor por um primo afim.
- Sim, mas refreamo-nos e não lhe espetamos a faca de cortar carne.
- ...
- ...
- Devias passar a comer em companhia.
- Devia passar a comer sandes.
27.5.10
Retrato II
Tem os dentes arrumados com o corpo e sai à rua com as pernas de trazer por casa.
A mulher que é meio casal não vai ao cinema nem toma café no singular. Porque é tola, esposa e talvez mãe.
26.5.10
Retrato I
25.5.10
Lugares de Nada I
- Tinhas olhos de quem acorda num aeroporto e não sabe se chegou ou se deve ainda partir.
- Esses olhos não existem.
- Trazias o braço esticado para trás, a puxar uma mala que não se via.
- Eu uso sempre mochila.
- Fugias ao olhar de quem cruzavas, apavorada com o banal.
- Mas eu converso nos elevadores.
- Cantavas baixinho, com vergonha de desafinar.
- Quando canto, desafino.
- Soube logo que eras tu.
- Sim, era eu.
21.5.10
Procura-se IV
20.5.10
Acordar um Dia XL
27.1.10
Acordar um Dia XXXIX
25.1.10
Exúvia II
Os
fui e sou uma
de
é tantas
autoriza-se a
a
a
Exúvia I
Chão
Ando nisto de
começou
foi
Ao
os
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Foi num
olhou
de
20.1.10
"A Recusa" de Franz Kafka
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Franz Kafka



